Documento, protocolado quarta (11/11), foi assinado pela jornalista Ana Mielke, candidata a vereadora em São Paulo pelo PSOL, e o advogado Marivaldo Pereira

Militantes do movimento negro protocolaram uma representação contra Sérgio Nascimento de Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, por improbidade administrativa. Eles que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Estado de São Paulo apurem a prática. O documento, protocolado nesta quarta-feira (11/11) pede também o afastamento de Sérgio Camargo do cargo e a abertura de procedimentos para responsabilizar pessoalmente o presidente da Fundação pelos atos.

“Desde que assumiu, Sérgio Nascimento atua para boicotar os objetivo da Fundação Cultural Palmares, que deve promover a cultura afrobrasileria. Mas ele, pelo contrário, usa para discriminar e atacar as religiões de matriz africana, o movimento negro e suas lideranças. Utiliza do cargo para

negar a existência do racismo estrutural e atacar as políticas afirmativas. É por isso que ele precisa sair”, defende Ana Milke, jornalista e candidata a vereadora em São Paulo pelo PSOL, uma das signatárias do documento. O outro signatário é o

O documento lista uma série de declarações de cunho racista de Sérgio Camargo, como chamar uma mãe de santo “macumbeira”. A procuração também lembrar da declaração de Camargo que afirmou que não permitirá que Fundação apoio projetos de promoção da capoeira, religiões de matriz africana ou o Dia da Consciência Negra, que classificam como “verdadeira confissão de sabotagem dos objetivos fixados em lei para a Fundação Cultural Palmares”.

“Essa sabotagem fica explicita quando se analisa as contas da Fundação. Ele simplesmente não gasta os recursos disponíveis. Um dinheiro que deve ser usado para combater o racismo no país”, afirma Ana Mielke. De acordo com o levantamento feito para a representação, até o final de setembro deste ano, apenas 47,5% do orçamento havia sido gasto. Quase metade da média da porcentagem de empenho de anos anteriores. Mesmo o orçamento da Fundação sendo hoje, de R$ 17 milhões, ser quase metade do auge, em 2016, quando foi de R$ 32,5 milhões.

Veja o documento na íntegra.

Sobre Ana Mielke
Mulher negra, nascida e criada na periferia de Cariacica, no Espírito Santo. Iniciou sua trajetória política no movimento estudantil Secundarista. Formada em jornalismo pela UFES, vive há 14 anos em São Paulo e é candidata à vereadora pelo PSOL.

Inspirada em Marielle Franco, foi candidata a Deputada Estadual em São Paulo em 2018., conseguindo mais de 26 mil votos.

Desde 2010 faz parte do Coletivo Intervozes, que luta pelo Direito Humano à Comunicação, sendo parte da coordenação executiva da entidade nos últimos 5 anos. Representa a entidade no Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, como Secretária-Geral. Atua na Frente Povo Sem Medo, na Coalizão Direitos Valem Mais pela revogação da Emenda Constitucional 95 e integra o Círculo Palmarino, organização nacional do movimento negro que compõe a Coalizão Negra por Direitos.

Conheça mais sobre Ana Mielke no site www.anamielke.com.br

Informações para Imprensa
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