#Dia41

Oi gente! Mais um dia agitado hoje. Apesar do frio. Comecei na Zona Oeste, circulando por algumas feiras livres ali no bairro do Rio Pequeno. Almocei numa padaria do bairro e fui encontrar o Boulos e a Erundina na Caravana da na Av. Corrifeu de Azevedo Marques, no Butantã, bem perto de onde eu estava. Conversamos com os comerciantes e quem estava na rua, mostrando como é possível ter uma cidade mais humana e solidária. Que é possível virar o jogo.

Quando a gente conversando com as pessoas no Butantã eu vi a declaração horrorosa do Russomano. No melhor estilo: “não sou racista, tenho até um amigo negro”, ele disse que não há diferença no Brasil entre brancos e negros até que porque ele teve uma ama de leite negra. Mas ele não diz que as amas de leite eram mulheres negras escravizadas e forçadas a deixar de amamentar seus filhos para amamentar os filhos das sinhás. Com o fim da escravidão, isso continuou, agora alugando os corpos negros, como se estivéssemos sempre a disposição dos outros. É um absurdo ter um candidato dando uma declaração racista como essa. Declaração que violenta as nossas vidas, ancestralidades e histórias. Violenta as nossas existências!

Quando eu sai do Butantã fui direto para esquina da Av. Paulista com a Rua Augusta. Nós juntamos muita gente que está na nossa campanha, inclusive o pessoal do Levante Popular da Juventude e da Consulta Popular. Mesmo com o vento gelado que estava por lá, o pessoal estava bem animado. A gente sabe que estamos numa esquina da história. Temos a oportunidade de eleger uma bancada de esquerda e diversa, muita mais negra e feminina. Até como resposta para pessoas racistas como Russomano.

Lá pelas 17h eu voltei para casa para participar da live com a Katia, do coletivo M’banza. Falei sobre minha trajetória, sobre as nossas propostas e o que a gente imagina que pode fazer diferente com a nossa mandata. Foi bem legal.

Sai dessa conversa e emendei outra. Dessa vez na live com os candidatos que assinaram a carta de apoio ao Fórum Verde Permanente de Parques, Praças e Áreas Verdes. Essa já foi mais um debate, com outras 15 candidaturas. Demorou tanto que nem consegui reencontrar o pessoal que estava Paulista. Eles desceram a Rua Augusta, até a praça Rossevelt e de lá até o Largo da Santa Cecília, panfletando e conversando com quem estava nos bares. Fiquei em casa, nem fui beber a cervejinha, mesmo sendo sexta-feira, já que amanhã eu acordo cedo para ir de novo para Zona Sul.

Mas agora é assim. Últimos dias da campanha. Qualquer minuto é momento para conseguir conversar e convencer alguém a votar no nosso projeto negro, feminista e de esquerda. E também colocar Boulos e Erundina no segundo turno.

#LiberdadeÉNãoTerMedo