A nossa luta é contra o medo! É a luta que o povo preto e indígena conhece há cinco séculos. A luta que nós mulheres empreendemos em todos os lugares. É a luta pela sobrevivência e pela dignidade, nas favelas, nas ocupações, nas periferias. Lutamos todos os dias contra o medo: o medo do desemprego, o medo do cárcere, o medo da fome, o medo da morte.

Somos parte daqueles que foram calados, invisibilizados, marginalizados. Dos que foram retirados de suas casas e de suas terras: traficados, escravizados, açoitados. Nossa luta é pela liberdade!

Há 500 anos resistimos à colonização dos nossos corpos, pela valorização de nossa cultura e pelo respeito ao nosso conhecimento. Refundamos diariamente a nossa existência, levantando nossa voz contra o racismo, furando os bloqueios do machismo e empurrando os limites da intolerância.

Em nome de nossa liberdade, ocupamos as ruas e as redes para gritar #NãoConsigoRespirar #ForaBolsonaro #ParemDeNosMatar #ChegadeAssedio #RevogaTetoDeGastos #EleNão #CalarJamais #VidasNegrasImportam #CensuraNuncaMais #AbortoLegalJá #MariellePresente #JustiçaParaJoãoPedro e muitas outras palavras de ordem, tantas vezes sufocadas, silenciadas.

Em busca dessa liberdade, travaremos este ano, uma nova batalha, agora nas urnas. E ousaremos ocupar os espaços institucionais do poder.

As eleições municipais de 2020 são um momento crucial para fazer frente ao projeto de morte e destruição nascido da associação entre o neoliberalismo e o autoritarismo.

E é por isso que apresentamos a pré-candidatura da Ana Mielke para vereadora em São Paulo.

A NOSSA LUTA É CONSTANTE!

Contra o avanço acelerado das políticas racistas, machistas, lgbtfóbicas, higienistas e privatizantes nos últimos anos, é preciso estar alerta e atuante em várias frentes de ação. Ana Mielke tem feito parte da resistência nos movimentos negro e feminista, na luta pelo direito à comunicação, nas frentes contra políticas econômicas neoliberais e como defensora dos direitos humanos.

Uma trajetória reforçada com a campanha à deputada estadual em 2018, referendada pelo voto de mais de 26 mil pessoas que acreditam na força e na combatividade que marcam a atuação do PSOL e que se somaram ao desejo de transformar os rumos da esquerda, apontando na direção de um novo protagonismo que reflita a história de luta de tantos grupos e, em especial, de mulheres negras.

Queremos colocar na linha de frente da política a potência da mulher negra. Queremos nos espaços de poder a voz daquelas e daqueles que sempre resistiram ao medo e que lutam para transformar a sociedade, produzindo cotidianamente uma revolução solidária!

Os tempos atuais escancaram as desigualdades e trazem à luz a inviabilidade de um sistema cuja origem está na exploração do outro. Tempos difíceis, que desnudam a política de morte encampada pelo projeto neoliberal — por aqui, forjado sobre as estruturas do racismo e do patriarcado.

O coronavírus mata mais os pretos e pobres e afeta principalmente as populações mais vulnerabilizadas. Com a crise sanitária, o cenário de desigualdades se aprofunda e não sabemos exatamente como o mundo sairá dessa pandemia. Mas estamos certos de uma coisa: é preciso romper com a lógica da exploração global e com a política de morte no Brasil e na cidade de São Paulo.

É preciso que a maior, mais rica e mais internacional capital do país seja repensada a partir de uma lógica mais fraterna e solidária. Que São Paulo seja de fato guiada pela ideia de cidade para todes. Saúde e educação pública de qualidade. Moradia. Trabalho digno. Cultura e lazer. Direito de ir e vir. Tudo para todes.

O que nos move é a luta cotidiana das mulheres periféricas. É o orgulho da comunidade LGBTQUIA+. O enfrentamento ao genocídio negro. A luta das mães pretas. É o grito dos excluídos, dos trabalhadores precarizados, dos encarcerados. A luta por igualdade de condições e pelo fim da intolerância.

O que nos move é a luta por participação – não pode existir um único tema em debate na cidade sem se ouvir as vozes pretas e periféricas. Nada sobre nós sem nós!

O que nos move é a luta por liberdade

É por isso que Ana Mielke é pré-candidata a vereadora em São Paulo.

#AnaMielkeVereadora #liberdadeénãotermedo #liberdadeélutaconstante #vamosjuntas